VaM 4ª Edição: Humanidade

A Charada

Em seu mais recente post no site da Onyx Path, Eddy Webb compartilha com a comunidade mais informações sobre o desenvolvimento da nova edição de Vampiro A Máscara.

Depois de agradecer aos inúmeros comentários que recebeu em sua postagem anterior (sobre a Gehenna) Eddy agora traz um dos maiores questionamentos da linha de jogo, a Humanidade.

Um monstro eu sou para um monstro eu não me tornar

A Humanidade sempre foi um dos aspectos centrais de VaM. No entanto, mesmo entre os veteranos do jogo, essa característica sempre foi algo vago. Como o próprio Eddy cita, ela sempre se dividiu entre um sistema de moralidade e algo que está sempre presente na psiquê de um vampiro.

Contudo, na experiência dele, o impacto da Humanidade no jogo ao longo dos anos diminuiu. Várias histórias incrivéis surgiram da perda de Humanidade dos personagens, assim como diversos outros jogos consideravam a característica nada mais do que pontos que você poderia gastar para cometer atrocidades.

Apesar de acreditar que ambos os estilos de jogo são válidos, com os passar dos anos a Humanidade acabou lentamente perdendo destaque.

Eddy deseja colocá-la de novo em foco. O seu desejo é trazer de volta o sentimento presente nas primeiras edições de VaM onde a charada de cometer atos monstruosos para impedir que um monstro eu me torne era mais que uma frase de efeito. Um monstro eu sou para um monstro eu não me tornar.

Um monstro eu sou...

Um monstro eu sou…

Uma nova pergunta

Talvez Eddy tenha compreendido erroneamente os desejos da comunidade. Talvez, hoje em dia, a Humanidade realmente possa não ser um tema central como ele acredita que é. Para isso ele questiona os leitores do site:

A Humanidade é importante no seu jogo? O que a nova edição poderia fazer para torná-la mais ou menos evidente?

E aí? O que vocês acham? Compartilhem suas opiniões conosco nos comentários.

Author: Vasco Sagramor

Colunista de RPG e quadrinhos, narrador nacional do LARP Sociedade do Olho da Mente (focado em cenários da editora White-Wolf) e nerd convicto. Apesar da cara de mau um cara divertido, entusiasta de cervejas, bourbons e culinária. Gerente de Projetos de TI para colocar para fora meu lado organizado e controlador, mas com esperanças de partir para áreas de criação, onde posso colocar meu hobby e trabalho na mesma cesta.

Share This Post On

3 Comments

  1. Quando comecei a jogar Vampire a humanidade era um dos pontos principais no jogo, manter-se humano a custas de reprimir a “besta” era uma das tarefas mais difíceis e rotineiras em nossas campanhas. O famigerado horror pessoal que o sistema se propunha a ambientar funcionava muito bem. (lá por volta do ano 2000).

    Concordo que com o tempo e as inúmeras publicações de módulos, livros de clãs, livros de linhas taumatúrgicas e etc afastaram o foco micro… Vampire se tornava algo meio x-men. Cada um escolhia um clã e tentava vencer todos os desafios com disciplinas. A “besta” já não importava, agora o foco era destruir clãs e facções inteiras, controlar cidades, obter seguidores… o jogo mudou o foco pra o macro.

    Voltando ao foco, a “trilha humanidade” se perdeu em meia as diversas publicações que traziam mais e mais trilhas além das alternativas do livro básico. Agora você não precisava ser um entusiasta do amaranto e seguir a Trilha do Sengue, nem uma besta sem alma adotando a Trilha da Noite. Haviam tantas formas de se afastar da humanidade e todas com títulos hollywoodianos: Trilha da Morte e da Alma, A Trilha das Revelações Malignas, A Trilha do Coração Selvagem…

    Sinto tanta saudade de vestir a pele um nosferatu preocupado em ter um bairro seguro para caçar. Ser um lasombra convicto em lucrar com uma boate meia boca que serve de fachada para um “bebedouro público”. Tentar perseverar na hierarquia assamita com honra e disciplina, e com sorte não ser descartado pela falta de fé em Haquim. Mas talvez eu esteja ficando velho e não faça mais parte do público-alvo A do novo mercado de rpg. Saudosismo ou não, Vampire tem um currículo incrível.

    • Leonardo,

      Concordo com o seu comentário. Mas acho que o público alvo está mudando. Isso se reflete no feedback da comunidade no site da Onyx Path.

      E uma vez que o desenvolvedor (o Eddy) está realmente levando adiante essas discussões e os pontos levantados vão bem ao encontro do seu comentário, acho que essa 4ª edição de Vampiro a Máscara realmente irá valorizar os temas e sabores que nós nos acostumamos durante anos 90 e 2000 além de levar em consideração os avanços que a sistemática de RPG adquiriu nos últimos anos.

      E sim, Vampire tem um currículo incrível, ainda mais em terras tupiniquins. =D

  2. acredito que o promethean: the created seja um excelente substituto para os temas essenciais de busca pela humanidade e manutenção da alma, originalmente presentes em vampiro: a máscara.

Submit a Comment