[STORYTELLING TIPS] Mortos vivos em Dungeons & Dragons

Salve, galera plugada no site da Roleplayers!

O intuito deste post é comentar sobre os mortos vivos no mundo do D&D 3.5, e também ajudar os mestres que têm dificuldade pra lidar com eles, trocando experiências com nossos leitores.

Um detalhe de mestre para mestre: eu levo muito a sério a ambientação. Tente sempre, quando for narrar uma aventura assustadora, fazer isso em local certo, com um clima de suspense e com uma trilha sonora adequada. Isso já vai fazendo os jogadores entrarem no clima. (a trilha do filme Dawn of the dead é boa para este tipo de conteúdo; você pode achar mais sobre assunto em uma outra matéria que escrevi para o site).

Vou começar falando sobre os mais comuns e mais “fracos” (quero ver uma horda de mil ser fraco).

Os zumbis.

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No D&D o que eu acho mais divertido em se narrar com zumbis é a quantidade. “Mas mestre Guten, eu não posso colocar muitos zumbis na minha mesa de 1º nível!” Aí é que está a graça, meu amigo,  tem uma coisinha de Deus em D&D que são as criaturas do tipo minion. Essas criaturas são normais e de qualquer espécie porém, só têm um único ponto de vida. Essa regra é para D&D4.0 mas pode ser adaptada facilmente para o D&D 3.5.

O bom dos minions é que o mestre pode colocar muitos e assustar os jogadores com a quantidade e não com a força. Esse suspense é bom até o primeiro jogador bater em um. Quando os jogadores descobrirem que são minions, aí é que eles vão pra cima mesmo!

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Minha dica é: coloque muitos e faça eles aparecerem todos de uma vez só, para os jogadores ficarem morrendo de medo da quantidade de zumbis na cena.

 

Vampiros

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Sim, em D&D eles não brilham! 🙂

São mais parecidos com o vampiro clássico de Bram Stoker.

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Strahd, O vampiro de Ravenloft, está dentre os que mais gosto em D&D.

Os Vampiros em D&D, têm a mesma aparência que tinham quando em vida, só que suas características são mais severas e ferozes, como de lobos caçando, têm um gosto pela decadência e podem se infiltrar entre a nobreza. Mas podem ser reconhecidos a qualquer momento se não forem cuidadosos, pois não têm sombra e nem reflexo no espelho.

Podemos definir os vampiros como guerreiros de aparência sinistra, pele pálida, olhos vermelhos e assustadores e com aspectos ferais.

Gosto de colocar vampiros tentando dominar a realeza, sempre dá uma aventura bacana.

 

Allip.

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Esses são divertidíssimos de colocar em mesa!

Imagine um espírito com aparência humanóide, só que saído de um pesadelo. Um Allip é  o vestígio espectral de alguém que se suicidou e ficou condenado a vagar eternamente pelo mundo dos vivos.

Ótimo para níveis baixos. Os Allip’s não podem causar dano físico, mas vão continuar a atacar sua vitima, qualquer que seja, investindo sobre ela.

Somente causa dano mental a personagens telepatas, pois esses terão que usar seus poderes psíquicos para atacar  ficando em contato direto com a mente perturbada do suicida.

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Quando não se tem jogadores com personagens telepatas em jogo, fica divertido aprontar essa sacanagem. Particularmente já utilizei várias vezes um desses e sempre gosto do resultado.

 

Aparições.

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É uma figura sinistra envolta em trevas, não tem característica especificas, exceto pelo brilho vermelho incandescente de seus olhos.

São extremamente perigosas, elas Drenam a constituição permanente do atacante e é muito difícil para os jogadores atacarem as aparições, já que algumas têm incorpóreo.

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Pessoalmente nunca utilizei, mas já estou pensando em usar junto com os Allip’s.

 

Bodak

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Parecem alienígenas, com uma cabeça alongada semelhante a um crânio, sem nariz e com olhos brancos vazios, são humanos que morreram com a magia “mal absoluto”, ressucitados.

São perigosos pois, se matarem um humano com seu olhar mortífero, esse mesmo voltará dentro de 24 horas como um outro Bodak. Porém, quando exposto ao sol toma muito dano, sua pele é ferida facilmente.

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Outro que também nunca coloquei em mesa, mas eu tenho um exército de D&D miniaturas com um desse, ele é bem chato em jogo.

 

Carniçal

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Parecem canibais de cemitério, campo de batalha e outros lugares onde tenha a carne morta da qual eles se alimentam.

Esses Carniçais não são iguais àqueles que servem os vampiros. Em D&D eles são diferentes. São criaturas únicas, mas mesmo assim ainda devemos tomar cuidado com sua mordida que pode infectar um humano, se transformando depois de 24hs em carniçal também.

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Mais um que nunca usei em jogo, mas tenho vontade de usar.

 

Cria Vampirica.

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São iguais aos vampiros. Esses sim são os verdadeiros escravos dos vampiros. Eles são originários dos humanos que os vampiros sugaram.

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Nunca utilizei, mas tem muito potencial de ser usado junto com vampiros.

 

Esqueletos

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Esta é apenas uma ossada com vida (definição livro dos monstros).

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Então, é simples assim!

Tudo bem que um esqueleto de um humano é bem fraquinho mas…  e se for um esqueleto de um Dragão Negro Ancestral ?

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:-), He He He … olha o medo ai …

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sim, isso é uma foto.

Deu medo só de imaginar as possibilidades. E aí a coisa já muda completamente…

 

Ok, vamos aos REALMENTE MAUS!

 

Mohrg

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Eles são corpos animados de assassinos em série ou vilões similares que morreram  sem pagar seus pecados. Quem morrer por um Mohrg, se tornará zumbi em 24 horas.

Sinceridade? Não lembrava dessa criatura. Mas agora que eu sei que ela pode gerar zumbis, posso pensar em mais utilidade para ela.

 

Dracolich

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É um dragão morto-vivo que foi maligno em vida e um poderoso clérigo, feiticeiro, ou mago trouxe de volta da terra dos mortos.

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O Dracolich conserva todas as características do dragão original porém, ganha alguns novos poderes como redução de dano, invulnerabilidade, imunidades e características de morto-vivo.

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Ótimo para ser usado como o chefe final de uma grande aventura. Isso é uma coisa que os jogadores vão falar e lembrar por muito tempo.

 

E como não poderia Faltar uma divindade…

 

Nerul

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Tá certo. Como vou começar falando do deus responsável pela morte, vamos ver a descrição do livro “Divindades e semideuses”:

“A morte, o inimigo do bem, Aquele que odeia a vida, O portador da Escuridão, rei de toda a escuridão, o dilacerador de carne.”

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É… acho que está bom … não preciso dizer mais nada do maninho aí em cima, só que ele demore muuuuuito para vir pegar o meu Druida. :-).

Bom galera, vou chegando ao fim do post, espero ter ajudado, antes de terminar vou deixar um presente que fiz com dedicação para você leitor do site da Roleplayers.

Uma Aventura exclusiva feita por este que vos fala, mestre Guten, em comemoração ao mês especial dos mortos-vivos no site da Roleplayers. Essa aventura pode ser usada como inspiração para você fazer a sua própria aventura, como uma quest de uma aventura maior, pode ser usada como introdução de uma aventura também, etc. Use como você quiser. Ah! Só não se esqueça, depois que narrar, de deixar um comentário por aqui contando como foi a sua mesa e o que os players e você mestre acharam da aventura.

Minha recomendação é que seja narrada e jogada por maiores de 18 anos.

As Duas Faces de Nerul

Grato pela atenção.

Mestre Guten

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