[RESENHAS] Reckoning – Kingdoms of Amalur

Como muitos fãs desse jogo, meu gosto por RPG se estende além das mesas de narrativa coletiva.

Existem muitas modalidades — card games, tabuleiros, vídeo games, MMORPG — mas a que me chama mais atenção (depois do RPG de mesa clássico), são os games. Nada se compara ao fantástico momento aonde as nossas imaginações tomam forma!

Os cenários são diversos, classes, raças, campanhas, mundos, enfim… Nesse nicho, posso escolher a diversidade e o tamanho da minha diversão.

O Boom da Fantasia Medieval nos Games

Recentemente, os RPGs de fantasia medieval, vêm tomando o mundo dos games que vinha se tornando um tanto quanto monótono, povoado apenas por lançamentos nas linhas de zumbis, shooters e esportes, principalmente futebol.

Foram lançados muitos games de RPG com temas diversos, alguns muito bons, outros medianos e medíocres, mas estou aqui para falar de um título que me conquistou pela simplicidade, facilidade, diversão e imersão em jogo do cenário.

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Kingdoms of Amalur: Reckoning é um RPG de fantasia medieval com todos os clichês do gênero: herói desmemoriado, monstros, masmorras, cavaleiros, bruxos e tudo mais. Entretanto, ele faz bom uso desses clichês graças ao talento de seu roteirista e ao esmero do artista Todd MacFarlane.

Para completar o pacote, KoAR apresenta um sistema de combate digno de jogos de ação, que facilita o acesso de quem sempre foi meio avesso aos RPGs.

O jogo possui um sistema de golpes e movimentos muito interessante. Além de ganhar novos movimentos à medida que suas habilidades são evoluídas, o personagem utiliza duas armas que são usadas de forma rápida e podem ajudar na hora de desferir um combo maior.

Outra grande facilidade desse jogo é justamente sua simplicidade. Em KoAR, o misticismo, magia e os deuses se encontram em meio a uma grande guerra bem aos moldes da famosa Guerra do Anel: um grande mal ressurge prestes a dominar o mundo, o protagonista “desperta” logo no inicio do jogo com um grande diferencial dos demais seres: ele é responsável pela roda de seu destino!

Sim, você influenciará diretamente na história e todas as suas ações têm consequências diferenciadas. Ou seja o jogo muda se você decidir ajudar ou eliminar um outro personagem do enredo. Outra coisa que me deixou bastante satisfeito foram as classes de personagens – como eu disse é um jogo simples, então os mais aficionados por RPG não devem esperar novidades.

Mas como diz Jack, vamos por partes…

O reino de KoAR é dividido em cinco regiões, o game possui quatro raças jogáveis e três árvores de classes com vinte e duas habilidades cada uma. As quatro raças jogáveis são os Almain (seres humanos civilizados), os Dökkálfar (Elfos Negros), os Ljósálfar (Elfos da Luz) e os Varani (humanos nômades). Como em todo bom RPG, a raça de seu personagem também influi nas habilidades dele, então preste atenção nisso ao iniciar o jogo.

Você pode ter em mente com quem quer jogar, ou pode ir adequando ao decorrer do jogo. Você também escolhe qual divindade deseja seguir e não há como trocar no decorrer do jogo.

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Como disse anteriormente, você é responsável pela roda de seu destino, isso já lhe da a opção de escolher a classe de seu personagem: um guerreiro, mestre de armas, mago e seu controle elemental ou ladrão com suas manhas e artimanhas.

Cada classe é responsável por uma arvore de habilidades são elas: might, finesse e sorcery (respectivamente “força, precisão e feitiçaria”, numa tradução bem mais ou menos).

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Há também habilidades inerentes a todos os personagens, e essas também são muito importantes, elas são: Alquimia, Ferraria, Detectar Oculto, Desenfeitiçar, Arrombar, Persuasão, Mercantilismo e Criar Joias. Essas habilidades facilitam seus trabalhos no decorrer do jogo, então escolha muito bem.

Como todo bom RPG, seu personagem deve cumprir missões obrigatórias para a fluidez do jogo. Paralelamente, ele pode cumprir  missões secundárias, essas você pode escolher fazer ou não, todas trazem suas recompensas.

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Seu arsenal de armas e armaduras também segue a linha clássica, que vão desde armas comuns e normais a itens únicos e conjuntos de equipamentos que melhoram seus atributos e habilidades.

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Também tem um espaço pré determinado que você pode carregar – afinal você não deixou de ser uma pessoa – então, sempre que possível, venda e junte ouro que será muito necessário em todas as aventuras.

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Os monstros de KoAR não são de uma variedade muito grande, mas proporcionam um bom desafio. Os chefes de algumas missões são bem difíceis e exigem estratégia e perseverança.

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Outra coisa que achei muito interessante  é você pode ser preso por cometer crimes e para sair da prisão é necessário pagar sua fiança ou gastar seus pontos de experiência. Caso você opte por não ser preso, os guardas são extremamente fortes, então aqui vai uma dica: CORRA FORREST, CORRA! 😉 

Simplicidade que funciona

A proposta simples do jogo, andar e bater, funciona muito bem, assim como seu sistema de evolução de personagem e suas habilidades. Muito parecido com Diablo, o que me garantiu boas horas de jogo saudosista.

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Como todo bom jogo, não se preocupe um tutorial irá ajuda-lo a descobrir como utilizar cada coisa em jogo, avisando a hora de fazer ou como fazer uma ação.

Gráficos vibrantes

São de um colorido impecável. Em KoAR não foi usado o que normalmente se faz nos outros jogos, assemelhando-os com a realidade. Buscou-se um pouco mais de fantasia e os cenários são um show a parte, muito detalhados.

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Classificação do André

Enredo: 10
Gráficos: 10
Jogabilidade: 9,5
Desafio: 10
Diversão: 10
NOTA FINAL: 9,75

O que faltou pro 10?

A única coisa que ainda não descobri no PS3 é como trocar as habilidades no controle. Após exaustiva busca na internet não achei nada que me ajudasse, nem mesmo no manual do jogo. Tentei o básico de todos os games de ação, aventura e RPG para trocar, mas infelizmente não consegui. Se alguém souber como, ajude aí nos comentários. 🙂

Não dá para não gostar de jogar KoAR! O jogo é uma espécie de cartinha de amor aos fãs de RPGs ocidentais, embrulhada em papel decorado com corações.

Um título grandioso, com ambientes de encher os olhos, combate fluido e um arsenal de equipamentos variados. O visual agrada e faz com que o jogador gaste horas diante do console.

E você? Ficou com vontade de jogar e tem alguma dúvida? Já jogou KoAR? Deixe sua opinião aí nos comentários!

Author: Andre Faria

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