Ontem teve Roleplayers e RPG na capa do portal UOL! ūüėĪ

D√° pra acreditar? Foi isso mesmo!

Ontem eu tive a honra de dividir a capa do portal UOL com ninguém menos que Kaleese, John Snow (que não sabe de nada!), Maraísa, Xuxa, Penélope e outras estrelas do entretenimento!

√Č ou n√£o √© um epic achievment?

Capa do UOL às 12h30, domingo, 27/07/2017. Olha lá eu!

RPG na capa de um grande portal de notícias?

Bom, posso dizer que t√ī orgulhoso em ver RPG como destaque num grande ve√≠culo de comunica√ß√£o! Mais ainda em termos conseguido uma associa√ß√£o com a palavra mais importante do nosso jogo: criatividade.

Se quiser ler a matéria do Pedro Henrique Lutti Lippe para o UOL (incrível por sinal), basta clicar aqui.

Dá mó orgulho, né?

Pra um projeto com quatro anos de estrada, estamos indo muito bem na mídia!

Nada disso teria sido possível sem o apoio das pessoas que confiaram no nosso trabalho e jogaram conosco. Eu nunca teria chego até aqui sem a participação da minha equipe incrível e muito menos sem o suporte de toda comunidade de RPG brasileira que está sempre dando uma força incrível pra nós, participando dos nossos eventos, escrevendo mensagens de apoio, comentários nas redes sociais, fazendo compartilhamentos, dando as tão valiosas curtidas ou mesmo a famosa audiência nos nossos canais oficiais.

Quer ler a entrevista completa?

Algumas pessoas ficaram curiosas e sugeriram que publicássemos aqui a entrevista na íntegra, então aí vai!

De onde surgiu a ideia de transformar RPG em uma profiss√£o?

Jogo RPG h√° mais de 20 anos e desde muito cedo j√° me perguntava como seria um “rpgista de profiss√£o”. Como eu me profissionalizaria nesse jogo? Algumas pessoas abriram lojas e foram pelo caminho dos produtos e acess√≥rios, vendendo dados e miniaturas. Outras investiram na produ√ß√£o de conte√ļdo especializado, publicando revistas e livros. Sempre gostei disso tudo, mas acabei seguindo outro caminho. Minha “escola” para o RPG foi uma inf√Ęncia repleta de faz de conta. Essa brincadeira que tanto gosto n√£o depende de mais nada exceto da imagina√ß√£o das pessoas presentes e talvez por isso eu sempre tenha valorizado tanto a experi√™ncia de jogo em si. O que me encanta no RPG √© a m√°gica que acontece enquanto est√° todo mundo imaginando e criando juntos a mesma situa√ß√£o. De forma muito experimental, √© a condu√ß√£o dessa experi√™ncia de narra√ß√£o coletiva que estou profissionalizando. Meu produto √© a experi√™ncia de jogo.

Quais s√£o os principais ‘pr√©-requisitos’ para quem deseja trabalhar no ramo?

A ditadura atual do “largue tudo e fa√ßa o que voc√™ ama” ainda faz muita gente me procurar com a ilus√£o de que o trabalho com RPG ser√£o quarenta e quatro horas semanais da mesma experi√™ncia que se vive com os amigos aos finais de semana. A realidade √© muito diferente. Grande parte do nosso trabalho consiste em apresentar jogos diferentes dos mais convencionais para desconhecidos em locais barulhentos e movimentados. Isso √© muito diferente de jogar meu RPG preferido com os meus amigos no conforto da minha casa. Tecnicamente, somos uma esp√©cie de promotores de eventos, mas muito especializados numa atividade de jogo narrativo, coletivo e cooperativo. Tanto que atuamos como promotores e facilitadores de outros ramos derivados de entretenimento, como videogames, boardgames, cardgames e at√© na promotoria de filmes de cinema e livros de fic√ß√£o. Tamb√©m usamos os jogos para criar atividades para empresas e escolas, para estimular o trabalho de equipe ou modelando treinamentos mesmo. Ent√£o √© preciso gostar muito de lidar com o p√ļblico, de faz√™-los trabalhar juntos e de aprender novos jogos.

Quais s√£o as maiores dificuldades do trabalho?

L√≥gico que tudo foi constru√≠do com conhecimentos que adquirimos trabalhando profissionalmente no mercado de jogos e marketing h√° quase 20 anos, mas a Roleplayers √© pioneira absoluta na profissionaliza√ß√£o de promotores de jogos de RPG. J√° fomos at√© aos Estados Unidos, ber√ßo do RPG, convidados a apresentar nosso case por l√°. A maior dificuldade √© derivada de uma das nossas maiores for√ßas: estamos explorando um novo ramo de mercado. Fazemos parte da economia criativa, ou seja, estamos aprendendo a fazer neg√≥cios enquanto fazemos neg√≥cios. Eu at√© usaria o jarg√£o sobre trocar a roda do carro em movimento, mas na verdade estamos construindo os eixos do carro em movimento, sabe? √Č tudo muito novo.

Como os mestres conseguem ideias para tantas campanhas?

Ser uma equipe ajuda bastante nesse ponto. Venho do mercado da publicidade e n√£o √© a toa que as grandes ag√™ncias trabalham com “duplas de cria√ß√£o”. √Č muito importante ter com quem trocar id√©ias e estar sempre refrescando o c√©rebro. Nesse mercado tamb√©m aprendi e desenvolvi t√©cnicas pra “marombar” a criatividade, e ela funciona como se fosse um m√ļsculo mesmo: quanto mais voc√™ e a exercita, mais poderosa ela vai ficando. Adaptei tudo isso pro mundo do RPG e atualmente ensinamos essas t√©cnicas pros narradores estarem sempre em forma.

A procura pelo tipo de serviço que a Roleplayers oferece vem crescendo?

Cada vez mais. Uma das vantagens que a economia criativa traz √© uma visibilidade muito maior: estamos fazendo algo que ningu√©m faz. Mais do que isso: estamos dando certo ‚ÄĒ e isso chama muita aten√ß√£o. L√≥gico que a responsabilidade de entregar algo bacana √© muito grande tamb√©m, mas os olhos se voltam pra n√≥s com mais facilidade e isso acaba atraindo cada vez mais demanda. Tem uma frase do Disney sobre “a concorr√™ncia ser menor no campo do imposs√≠vel” que funciona bem aqui. Em 4 anos de trabalho, j√° estivemos na Globo, no Terra e agora no UOL. tem gente que nunca esteve, mas est√° trabalhando t√£o bem quanto n√≥s trabalhamos em campos menos inovadores, como a m√ļsica, teatro ou mesmo os videogames.

Você acha que esse ramo é um nicho de atuação que já está ocupado, ou ainda existe espaço para crescimento?

Essa √© uma pergunta que n√£o se encaixa no mundo da economia criativa, sabe? N√£o existe um “ramo”. N√£o existia quando chegamos e na verdade ainda n√£o existe direito. Existem pessoas e √© comum as pessoas gostarem de jogar RPG quando o conhecem conosco. Como n√£o h√° perspectiva das pessoas deixarem de existir, bom ent√£o acho que ainda h√° um ramo bem grande a ser explorado.

Os membros da equipe Roleplayers trabalham em tempo integral com RPG?

N√£o, nenhum. Todos n√≥s tocamos a Roleplayers como um segundo ou terceiro trabalho. Essa √© a parte perigosa da ditadura do “largue tudo e fa√ßa o que voc√™ ama”. pergunte por a√≠ quantos m√ļsicos, atores, ilustradores, poetas, escritores ou mesmo roteiristas e game designers vivem disso que amam. Na maioria das vezes √© uma complementa√ß√£o de renda e um investimento mesmo. √Č um modelo de trabalho muito diferente de quem est√° no escrit√≥rio todo dia das nove √°s dezoito e isso tem vantagens e desvantagens. Eu e alguns membros da equipe j√° conseguimos at√© abrir m√£o dos nossos “empregos convencionais” pra nos dedicarmos um pouco mais ao RPG, mas todos temos rendas paralelas; Fora que h√° uma press√£o muito grande em cima disso. √Č preciso confiar muito nos nossos sonhos sim, mas tamb√©m √© preciso muito trabalho duro. O apoio da fam√≠lia, dos amigos e principalmente dos nossos clientes e f√£s do nosso trabalho √© fundamental.

Outras entrevistas

Logo no comecinho do nosso trabalho, j√° fomos destaque no portal Terra.

Também já estivemos quatro vezes na Globo News, através do trabalho incrível do repórter Cadu Novaes:

  1. Jogos do tipo RPG viram modelo de negócio a ser seguido (disponível aqui no site)
  2. Jogadores de RPG lançam livros de forma independente
  3. Jogos de RPG ganham roupagem digital para sobreviver ao século 21
  4. Um passeio pelo universo do RPG cl√°ssico

Outro papo muito bacana foi l√° no podcast Pensando D&D, com o Leo Shabbach.

E a galera do Intervalo pro Café gravou um episódio inteiro comigo.

√Č sempre legal ver o RPG sendo bem divulgado por a√≠.

Fico realmente muito feliz com o sucesso do nosso trabalho juntos ‚ÄĒ nosso mesmo, porque nenhum de n√≥s estaria aqui sem voc√™ que est√° a√≠, lendo isso.

Até mais! #HAUL

Author: Bruno Cobbi

Lidero a Roleplayers na transformação de RPG em negócio. Gosto de videogames, luta-livre e histórias bem contadas. Reciclo meu lixo, consumismo, stress e ideias. Adoro bom-humor, gente alto astral e cheiro de chuva no asfalto. Odeio bicho engaiolado, telefone tocando e pessoas que odeiam coisas demais. Nunca acho que tenho amigos o bastante e sei que o mundo é do tamanho que cada um consegue enxergar.

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