Fúria de Príncipes #02: Covardia em barris e poços da sorte

Com o patrocínio da Jambô Editora, toda segunda, 21h, Leo “Zig” Caldarelli e eu nos reunimos lá no canal hitbox da Roleplayers para trilhar os passos de Colthar e Lothar, dois príncipes gêmeos em busca do trono num dos livros-jogo da Coleção Aventuras Fantásticas! Acompanhando ao vivo, você vota pra decidir a continuidade da aventura e ainda participa do sorteio de um montão de brindes!

Assista os episódios anteriores no YouTube ou leia os resumos aqui no site e fique por dentro do que rolou no segundo episódio logo a seguir! 😉

“Saiba ó príncipe, que foi a mão dos Deuses que fez com que os gêmeos se ocultassem dos tilintares de armaduras vindos das sombras pulando dentro de velhos barris que envelheciam abandonados. Não é do feitio dos Heróis Irmãos se ocultarem do perigo, mas dessa vez foi providencial, pois os ruídos eram, na verdade, uma gigantesca horda de gremlins armados e prontos para devorarem quaisquer adversários que estivessem adiante.

Diante dos cadáveres dos Gremlins esfalecelados pelos heróis, iniciou-se uma briga entre o batalhão de feras anãs. Uma delas acabou arremessada contra o barril onde Lothar se escondia, fazendo com que o barril rolasse rampa abaixo e lançasse o Príncipe Feiticeiro nas águas geladas do velho Scamber, separando os irmãos em seus caminhos rumo ao trono.

Quando a batalha cessou e Colthar saiu de seu esconderijo sem encontrar seu irmão, o coração do Príncipe Guerreiro se fez em pedaços, pois ele imaginou que o irmão não escaparia das garras gélidas da correnteza do velho rio. Atravessou a velha ponte com a escuridão da noite de desfazendo, se culpando pela covardia que ambos demonstraram e pela qual pagaram um preço alto demais.

Aos primeiros raios de sol da manhã, Colthar encontrou seu cavalo do outro lado do rio. Como um sopro de esperança enviado pelos Deuses, um sinal para que seguisse sua viagem com mais coragem e fizesse com que a perda do lendário irmão não fosse em vão. O Gigante de Ébano tomou sua montaria e cavalgou furiosamente cruzando planaltos e vilarejos, rumo ao seu destino junto às Jóias Sagradas.

As águas gélidas arrastaram Lothar até as margens para que seguisse sua caminhada acompanhando as águas até uma grande planície, onde descansava um lago plácido. Os barqueiros às margens alertaram sobre a presença de peixes invisíveis e venenosos, exigindo seis dobrões de ouro para a travessia. Conhecedor das criaturas mágicas de seu reino, Lothar pagou sem pestanejar. Isso despertou a cobiça dos pescadores que levaram o Feiticeiro até o meio do lago só para tentar subornar mais duas peças. Revoltado, Lothar tentou tomar o controle do barco mas se não fosse a vontade dos Deuses, teria acontecido uma terrível tragédia. O Príncipe não viu os saída senão se desfazer de mais dinheiro e seguir viagem amaldiçoando os subornadores.

Falando em dinheiro, foi da vontade dos Deuses que Colthar seguisse para oeste até um velho poço cheio de moedas. Lembrou-se do irmão comentando sobre uma bruxaria comum em certos poços mágicos, que aceitam dinheiro em troca de favores e boa sorte. Arriscou lançar uma moeda e qual não foi sua surpresa quando uma voz do além recomendou-lhe evitar o norte a menos que tivesse um espelho. Colthar respeitou o conselho como ser fosse a voz do Irmão Bruxo e seguiu cavalgando ao sul atravessando a floresta baixa até ser atraído pela voz de uma mulher que chamava seu nome. Uma velha bruxa, decrépita e cruel o atacou de surpresa com suas garras negras só para ser despedaçada com dois breves golpes de sua lâmina. O corpo da criatura amaldiçoada se desfez, deixando para trás um estranho cabo de vassoura, fruto da Fúria de um Príncipe…

Author: Bruno Cobbi

Lidero a Roleplayers na transformação de RPG em negócio. Gosto de videogames, luta-livre e histórias bem contadas. Reciclo meu lixo, consumismo, stress e ideias. Adoro bom-humor, gente alto astral e cheiro de chuva no asfalto. Odeio bicho engaiolado, telefone tocando e pessoas que odeiam coisas demais. Nunca acho que tenho amigos o bastante e sei que o mundo é do tamanho que cada um consegue enxergar.

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